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1. Quais são os mais importantes conceitos para o sucesso
endodôntico ?

2. Qual o método usado na limpeza?

3. Qual a principal causa do insucesso?

4. Atualmente, qual é a média de sucesso?

5. Qual a estatística de dentes restaurados com necessidade de tratamento endodôntico?

6. Como é feito o diagnóstico endodôntico?

7. Qual a porcentagem de molares superiores com dois canais na raiz mesio vestibular?

8. Quais são os objetivos mecânicos da limpeza e modelagem?

9. Como manter a patência foraminal?

10. Como saber se a modelagem foi obtida?

11. Qual instrumentação é recomendada para alargamento dos dois terços iniciais do canal – pré-alargamento?

12. Qual a sua opinião sobre ativação ultrasônica?

13. Qual o cimento obturador recomendado e por quê?

14. Como remover resíduos de eugenol da câmara pulpar para não alterar a polimerização de resina composta usada para confecção do núcleo de preenchimento ou instalação de pinos?

15. Como usar o ultrasom como ferramenta auxiliar no acesso coronário?

16. Eu estou tendo problemas com o localizador apical. Poderia oferecer sugestões?

17. Existe algum problema em alargar o ápice radicular no diâmetro equivalente à lima número 30 – 35?

18. Qual a sua opinião sobre o conceito de patência?

19. Como evitar a fratura de instrumento no terço coronário?

20. Como evitar a fratura de instrumento no terço apical?

21. Como diagnosticar um dente tratado com dor crônica?

22. Qual a técnica e substância irrigadora recomendada?

23. Em canais muito finos e com curvaturas severas, como remover efetivamente o coto pulpar sem formar degrau ou obstruir o forame apical?

24. Por que enfatizar a remoção da polpa em toda extensão do canal antes da modelagem do corpo do S.C.R.?

25. Como agir em casos de canais em que limas de fino calibre não penetram na patência foraminal? O que é Free Tip Preparation?

26. Como usar o ultrasom como ferramenta de refinamento do acesso ao orifício dos canais radiculares?

27. Qual a broca usada para o acesso inicial?

28. Qual o protocolo usado na limpeza e modelagem?

29. Como classificar canais radiculares sob aspecto clínico?

30. Qual a importância de obturar laterais?

31. Qual a contra-indicação da obturação do canal radicular em sessão única?

32. O que fazer quando o cone de guta percha enruga a sua ponta durante a sua prova e modelagem?

33. É recomendável o uso de cimento à base de Hidróxido de Cálcio devido às suas propriedades antimicrobianas?

34. É melhor provar e moldar o cone de guta percha com o canal molhado ou seco? Depois de provado, qual o procedimento ideal para levar o cone e o cimento obturador?

35. O que é mais difícil: preparo apical do canal com polpa vital ou com polpa necrosada?

36. Alguns profissionais não usam o NaOCl alegando ser tóxico aos tecidos periapicais. Qual a sua opinião?

37. Qual o procedimento para hemorragia durante a obturação do canal?

38. Qual o cone de guta percha utilizado na obturação Tridimencional?

39. Como evitar fratura de instrumento rotatório de NiTi?

40. Como remover com eficiência o coto pulpar vital (Vital pulp Stump) em canais muito curvos e finos sem provocar degrau nem obstrução do término do canal radicular?

41. Alguns canais apresentam calcificações no terço apical, dificultando as manobras de patência foraminal. Como resolver o problema?

42. Como usar crown down sem obstrução do terço apical?

43. Por que remover a polpa antes da modelagem?

44. Qual a vantagem de se usar agitação ultrasônica?

45. Após a limpeza e modelagem, eu tenho dificuldade de introduzir o cone de papel para secagem até o comprimento de trabalho devido à presença de detritos. Como evitar?

46. O que é técnica crown down?

47. Qual o objetivo do teste do Frio?

48. Qual o objetivo do teste de calor?

49. Qual objetivo do teste do anestésico?

50. Qual o objetivo do teste de percussão?

51. Qual o objetivo do teste de palpação?

52. Qual o valor de história médica de doença cardíaca?

53. Qual o melhor caminho para diagnóstico de dor de origem dental?

54. Qual a razão para a calcificação pulpar fisiológica?

55. Qual o cuidado observado ao usar teste elétrico?

56. Teste de cavidade: quando usar?

57. Como agir com pacientes com febre reumática?

58. Pacientes com infecção por HIV, incluindo AIDS...

59. Paciantes grávidas nos três primeiros meses...

60. Como diferenciar reabsorção interna e externa?

61. Perfurações de canal e da furca...

62. O prognóstico fica comprometido...

63. Uma polpa saudável reage a uma injúria...

64. A terapia de canal radicular em sessão única...

65. Quando realizar ou indicar um retratamento cirúrgico?

66. Qual o antibiótico recomendado pela American Heart Association?

67. Qual o melhor processo para esterilizar cones de guta percha?

68. Molares superiores devem ser considerados...

69. Quais os objetivos da irrigação com NaOCl à 5,25%?

70. Qual a diferença entre emergência e urgência?

71. Qual a melhor conduta clínica para atendimento de emergência?

72. Existe problema em deixar o dente aberto em casos de abscesso periapical com tumefação?

73. Para o que serve o flúor?

74. De que modo as bactérias se mantém vivas em nosso corpo?

75. Como as bactérias provocam as cáries?

76. O que devemos fazer para mantermos os nossos dentes saudáveis?

77. Como deve ser a escovação correta?

78. É necessário escovar a língua?

79. Como devemos usar o fio dental?

80. Deixe aqui um recado seu como dentista, para os jovens.

Quais são os mais importantes conceitos para o sucesso endodôntico ?

R: O sucesso compreende vários elementos, inclusive um acurado diagnóstico. A primeira etapa do tratamento é o completo acesso para a localização segura dos orifícios do Sistema de Canais Radiculares. Em seguida, executa-se a limpeza e modelagem, lembrando sempre que limas modelam e substâncias irrigantes limpam. A modelagem facilita a limpeza e a obturação tridimensional que é executada pela técnica da onda contínua de condensação vertical com guta percha termoplastificada. Em seguida executa-se o selamento coronário permanente.

2. Qual o método usado na limpeza?

R: O hipoclorito de sódio é uma solução usada há mais de cem anos, fácil de ser encontrada, baixo custo e segura quando utilizada corretamente. Estudos têm mostrado sua eficiência na remoção de tecido pulpar vivo e necrótico, além de microorganismos e seus produtos. Quando o canal é modelado corretamente, ele constitui um reservatório para a substância irrigante, que pode penetrar, circular e limpar ramificações laterais do canal principal.

3. Qual a principal causa do insucesso?

R: O insucesso é devido a microinfiltração e presença de substrato remanescente ao preparo químico mecânico. Na verdade, a causa está relacionada à deficiência ou falha na limpeza, modelagem e obturação tridimensional. Além disso, falhas ocorrem devido a canais perdidos (não encontrados), fratura radicular, eventos iatrogênicos e reinfecção pela falha no selamento coronário.

Em resumo, as chaves do sucesso são:

1. Domínio da anatomia

2. Controle da infecção

3. Blindagem Dental;

4. Atualmente, qual é a média de sucesso?

R: Se houver um acurado diagnóstico seguido de um tratamento adequado, associado a uma boa restauração, o sucesso clínico radiográfico pode atingir quase 100%, dependendo dos critérios de avaliação. Na verdade, os únicos dentes que não podem ser salvos endodonticamente são aqueles com fratura radicular, doença periodontal muito avançada ou dentes não restauráveis. A boa notícia é que com o avanço da ciência e da tecnologia há um grande potencial para se atingir o sucesso nos tratamentos endodônticos não cirúrgicos, menos invasivos.

5. Qual a estatística de dentes restaurados com necessidade de tratamento endodôntico?

R: Na verdade, não há estudos estatísticos sobre o assunto até o momento. Todavia, é importante lembrar que a polpa dental é vulnerável devido ao pobre suprimento sanguíneo e por estar confinada entre paredes duras de dentina e outras estruturas, prejudicando muito a performance do sistema de defesa. Em qualquer outra área, o tecido conjuntivo, quando injuriado, é reparado com muita eficiência pela inflamação que, em geral, termina com a reparação da área lesada, ao contrário da polpa dental pelas razões já comentadas. É importante ressaltar que a dentina é tubular e bactérias podem passar através destes túbulos para a polpa dental com certa facilidade. Além disso, as restaurações são inseridas na coroa do dente após muitos episódios de cáries, infiltrações e procedimentos restauradores.

6. Como é feito o diagnóstico endodôntico?

R: Ele é realizado basicamente em 3 etapas:

• Exame clínico;

• Exame radiográfico;

• Teste de vitalidade pulpar.

7. Qual a porcentagem de molares superiores com dois canais na raiz mesio vestibular?

R: Molares superiores geralmente possuem dois canais na raiz mesio vestibular – canal MB1 e MB2. Histologicamente, as pesquisas têm mostrado canais MB2 em aproximadamente 100% dos casos. Porém, clinicamente, o canal MB2 é identificado e tratado em cerca de 75% dos casos sem o uso de microscópio operatório e cerca de 90% dos casos com o auxílio de microscópio e pontas ultrasônicas. O canal MB2 é localizado geralmente numa linha imaginária traçada entre os canais MB1 e palatino, num ponto mais próximo ao canal MB1. Canais MB1 e MB2 terminam separadamente em dois forames distintos em cerca de 60% dos casos. A clínica diária tem nos mostrado que a utilização de microscópio operatório e instrumentos ultrasônicos (microsonic techniques) fornecem melhor visão, controle e segurança na pesquisa e localização de canais difíceis e atípicos. Em canais calcificados, uma pequena pinta marrom escura vista ao microscópio após suave limpeza ultrasônica do assoalho da câmara pulpar, representa a real localização do orifício do canal. Desta maneira, evita-se a sua perfuração.

8. Quais são os objetivos mecânicos da limpeza e modelagem?

R: Os objetivos obedecem os princípios mecânicos de Schilder estabelecidos em 1974.

9. Como manter a patência foraminal?

R: A manutenção da patência durante a modelagem é conseguida com irrigação com Hipoclorito de Sódio (NaOCl 5,25%), seguida de manutenção do canal e câmara pulpar com a solução associada a um quelante viscoso (RC Prep) e depois penetração passiva com uma lima no canal até o forame apical e, de tempos em tempos, repetição desta manobra de patência.

10. Como saber se a modelagem foi obtida?

R: Quando um cone de guta percha não estandardizado fine medium (FM) ou medium (M) penetrar até o comprimento de trabalho. É recomendável que sua conicidade seja ligeiramente inferior à conicidade do preparo do canal para a obtenção do travamento apical (tugback) localizado de 1,0 a 0,5 mm aquém do forame cirúrgico apical. Após a instalação do cone mestre, é feita a tomada radiográfica para confirmação de sua posição (prova do cone).

11. Qual instrumentação é recomendada para alargamento dos dois terços iniciais do canal – pré-alargamento?

R: Brocas Gates Glidden # 1 a #4.

12. Qual a sua opinião sobre ativação ultrasônica?

R: A ativação ultrasônica de irrigantes intracanal é extremamente útil, pois tem o poder de realizar a agitação acústica da solução, melhorando a limpeza mecânica e aumentando a temperatura do hipoclorito, com conseqüente aumento da dissolução tecidual.

13. Qual o cimento obturador recomendado?

R:

1. KERR Pulp Canal Sealer;

2. AH-Plus;

3. Endo Fill;

Na técnica da obturação hidráulica com guta percha termoplastificada, observa-se frequentemente na obturação tridimensional um botão de cimento e/ou guta-percha (Surplus – Puff) associado as portas de saída do Sistema de Canais Radiculares (canais laterais e ramificações). Nos cursos usa-se cimento Endo Fill por medida de economia. Lmbre-se a dor pós-operatória severa (Flare-Up) não é induzida pelo cimento obturador e nem pelos botões. Ela é induzida por microorganismos.

14. Como remover resíduos de eugenol da câmara pulpar para não alterar a polimerização de resina composta usada para confecção do núcleo de preenchimento ou instalação de pinos?

R: Remove-se os resíduos de eugenol com xilol, clorofórmio ou óleo de casca de laranja para depois passar uma broca esférica levemente em toda a câmara pulpar novamente para expor os túbulos dentinários visando a ação do “bond” e formação dos “TAGS”. Com o advento dos adesivos, estudos têm demonstrado o grande cuidado no acabamento da coroa dental remanescente em relação à estética e medidas clínicas na prevenção de trincas e fraturas.

15. Como usar o ultrasom como ferramenta auxiliar no acesso coronário?

R: Ultrasom é uma ferramenta importante para remoção de obstruções que dificultam o acesso ao orifício dos canais principalmente do canal MB2 de molares superiores. Traça-se uma linha entre o canal MB1 e o canal palatino (uma linha levemente esbranquiçada localizada no assoalho da câmara pulpar) para revelar o canal MB2.

16. Eu estou tendo problemas com o localizador apical. Poderia oferecer sugestões?

R: O localizador apical é uma ferramenta extremamente importante na odontometria. Alguns profissionais têm problemas em casos de dentes com restaurações metálicas, quando usam substâncias irrigadoras condutoras da corrente elétrica. Deve-se evitar o contato das soluções com o metal para se obter uma boa leitura. A melhor maneira de usá-lo é penetrar além do forame apical (som contínuo), recuar até se obter um som bipado descontínuo, e penetrar novamente até que se obtenha um som contínuo novamente, localizando assim o forame apical, que é o local escolhido para o comprimento de trabalho (patência foraminal).

17. Existe algum problema em alargar o ápice radicular no diâmetro equivalente à lima número 30 – 35?

R: O objetivo é deixar o canal o mais fino e prático quanto possível, portanto, evita-se o alargamento do diâmetro anatômico do forame criando uma modelagem (shape) a partir desta referência. O objetivo não é alargar o diâmetro apical mas sim manter a sua constrição apical e criar uma modelagem cônica a partir dela, em sentido cervical.

18. Qual a sua opinião sobre o conceito de patência?

R: Patência significa acesso e limpeza. Pode ser patência do canal, túbulos dentinários e forame apical. Uma lima de patência é aquela que ultrapassa passivamente o forame apical. O diâmetro máximo da lima dependerá do diâmetro apical anatômico da raiz. A patência previne obstruções e não tem nenhuma influência no desconforto pós-operatório desde que a lima esteja estéril e o local desinfetado. O evento é semelhante a uma injeção intramuscular com agulha descartável.

19. Como evitar a fratura de instrumento no terço coronário?

R: Usando sempre a idéia do pré-alargamento.

20. Como evitar a fratura de instrumento no terço apical?

R: Usando a técnica de ponta livre (Free Tip Preparation) quando as limas rotatórias de NiTi trabalham com a ponta livre e com rotação e torque programados. Outra alternativa muito eficaz é usar o sistema rotatório "Easy-Endo SI"

SI = Sistema Integrado de controle de torque que possibilita controlar o desgaste das limas independentemente do número de dentes, avisando o momento de desgaste através do software ENDO SI.

21. Como diagnosticar um dente tratado com dor crônica?

R: Prescrever antibiótico (Amoxicilina 500 mg de 8/ 8 horas durante uma semana). Todavia, deve-se evitar ao máximo o uso de antibióticos. Se a dor desaparecer é sinal de que há uma infecção presente no Sistema de Canais Radiculares e o retratamento é indicado. Se a dor não desaparecer há suspeita de fratura ou outra etiologia.

22. Qual a técnica e substância irrigadora recomendada?

R: Para obter canais limpos é necessário atingir toda a extensão do canal com a solução irrigadora recomendada (NaOCl 5,25%), tomando-se o cuidado de evitar extravasamento para fora do canal. Para canais com polpa viva, a solução de NaOCl 5,25% deverá permanecer no canal no mínimo por 45 minutos e em canais com necrose, no mínimo 30 minutos. Nos cursos a solução recomendada é NaOCl 2,5%.

23. Em canais muito finos e com curvaturas severas, como remover efetivamente o coto pulpar sem formar degrau ou obstruir o forame apical?

• Usar lubrificante;

• Pré-alargar (terço cervical e médio);

• Usar limas bem finas #08, #10 até o forame apical sempre após o pré-alargamento e pré-desinfecção;

• Usar limas 15-06 de NiTi no acabamento final, observando que a ponta da lima deverá ficar livre (Free Tip Preparation).

24. Por que enfatizar a remoção da polpa em toda extensão do canal antes da modelagem do corpo do S.C.R.?

R: Se a polpa não for removida totalmente até o forame apical durante a fase de limpeza e modelagem o terço apical do canal pode sofrer obturação com tecido pulpar, levando ao fracasso do tratamento endodôntico. Em canais muito finos longos e curvos, usa-se instrumentos manuais #8 e #10 pré-curvados tomando-se o cuidado de ultrapassar o forame apical, para garantir a patência manobra chave no tratamento em sessão única.

25. Como agir em casos de canais em que limas de fino calibre não penetram na patência foraminal? O que é Free Tip Preparation?

R: Depois da Odontometria (localização do forame apical) use limas #8, #10, #12 e #15.

26. Como usar o ultrasom como ferramenta de refinamento do acesso ao orifício dos canais radiculares?

R: Ficou demonstrado que o refinamento de acesso cavitário é facilitado pelo uso de pontas ultrasônicas, porque facilita o uso do microscópio clínico e a revelação do canal MB2 de molares superiores. Facilita traçar uma linha entre o canal MB1 e o canal palatino (uma linha esbranquiçada pode ser verificada no assoalho da câmara pulpar após o uso do ultrasom) para revelar o orifício do canal MB2.

27. Qual a broca usada para o acesso inicial?

R: Broca de alta rotação #1557 de aço inox.

Broca de alta rotação tronco cônica diamantada

Nunca tenha pressa no acesso. O tempo dedicado ao acesso será ganho durante todos os outros procedimentos subseqüentes. Após o acesso faça a exploração cuidadosa do canal depois de copiosa irrigação. Em seguida trabalhe o terço cervical e médio do canal, realizando o pré-alargamento. A odontometria é realizada após o pré-alargamento e na seqüência é executado o preparo do terço apical que corresponde a 4-5 milímentros finais da raiz.

28. Qual o protocolo usado na limpeza e modelagem?

R: A técnica utilizada é híbrida, com instrumentos manuais de aço e rotatórios de NiTi na seguinte seqüência:

1. Acesso;

2. Exploração – lima #10;

3. Pré-alargamento – Gattes Glidden #1, #2, #3, #4;

4. Odontometria;

5. Preparo apical – limas ISO #08, #10, #12, #15, #17, #20 e #22;

6. Acabamento – limas rotatórias #15-06, #20-06 de NiTi Miltex ou GT manual #20-06.

Observações:

• A lima rotatória Miltex – Easy Endo System só é usada após o preparo apical para evitar torção da ponta e fratura (Free Tip Preparation);

• Limas modelam e irrigantes limpam os canais;

• Lembre-se de irrigar o canal no mínimo por 30 minutos (se o tempo de modelagem levar 5 minutos, o tempo de irrigação será de 25 minutos).

29. Como classificar canais radiculares sob aspecto clínico?

R: Clinicamente há dois tipos de canais:

• Canais finos – Incisivos inferiores, canais mesiais de molares inferiores e canais vestibulares de molares superiores;

• Canais largos – Todos os outros.

30. Qual a importância de obturar laterais?

R: A importância de obturar ou não obturar canais laterais é controversa. Não obturar canais laterais nem sempre resulta em insucesso. Todavia, em muitos casos, a falta de obturá-los resulta em fracasso, cuja porcentagem é ainda desconhecida. Deixar de obturar 1-2 milímetros de canal infectado não é muito diferente de deixar de obturar 1-2 milímetros de canal lateral, também infectado. Com técnicas avançadas, consegue-se obturar canais laterais com mais precisão e facilidade, havendo técnica para se conseguir o êxito deste empreendimento.

31. Qual a contra-indicação da obturação do canal radicular em sessão única?

R: Quando após a completa modelagem o canal fica molhado com exsudato inflamatório. Nestes casos, coloca-se HPG (Hidróxido de Cálcio - Paramonoclorofenol - Glicerina) por uma semana. Na sessão seguinte, remove-se o Hidróxido de Cálcio, reinstrumenta-se o canal, para em seguida secar e obturar. Evidências científicas consistentes têm demonstrado a necessidade de reinstrumentação do canal após o uso de Hidróxido de Cálcio.

32. O que fazer quando o cone de guta percha enruga a sua ponta durante a sua prova e modelagem?

R: Trata-se de problema com a modelagem do canal e a sua obstrução. É recomendável utilizar a lima de patência e irrigação com NaOCl para remoção de detritos e/ ou restos pulpares.

33. É recomendável o uso de cimento à base de Hidróxido de Cálcio devido às suas propriedades antimicrobianas?

R: Poder pode, mas não deve, porque evidências demonstram que há no mercado outros cimentos com propriedades e qualidades superiores.

34. É melhor provar e moldar o cone de guta percha com o canal molhado ou seco? Depois de provado, qual o procedimento ideal para levar o cone e o cimento obturador?

R: Sempre modelar e provar o cone com o canal molhado, caso contrário o travamento do cone a 1 milímetro do forame apical ficará inadequado e prejudicado. Em seguida, seca-se o canal com cones de papel. Leva-se uma pequena porção do cimento na ponta do cone de guta percha já moldado, remove-se o cone e, em seguida, ele é reinserido no canal com cimento obturador em toda a sua volta com movimentos vibratórios.

35. O que é mais difícil: preparo apical do canal com polpa vital ou com polpa necrosada?

R: Definitivamente, casos vitais são mais difíceis porque o remanescente pulpar apical é facilmente compactado na constrictura apical.

36. Alguns profissionais não usam o NaOCl alegando ser tóxico aos tecidos periapicais. Qual a sua opinião?

R: O NaOCl têm sido usado por mais de 100 anos na endodontia, e seu grau de irritação é pouco significativo, a não ser quando ele é forçado para os tecidos periapicais. Restos de tecidos deixados na região do forame e nas ramificações é um substrato necessário para a vida, persistência e multiplicação de patógenos microbianos.

37. Qual o procedimento para hemorragia durante a obturação do canal?

R: Hemorragia durante e após a limpeza e modelagem é um evento incomum, geralmente causado pela falha na pulpectomia. Primeiramente pode-se tentar estancar a hemorragia com cones de papel. Se persistir, coloca-se o cone de papel com a ponta envolvida com Hidróxido de Cálcio. Após o estancamento da hemorragia, executa-se a limpeza do coágulo sanguíneo, secagem e obturação.

38. Qual o cone de guta percha utilizado na obturação Tridimencional?

R: Usa-se cone de guta percha auto-ajustável Medium ou Fine Medium Tip #20, #25 ou com ponta infinita, todos com a mesma conicidade (Taper), 06.

39. Como evitar fratura de instrumento rotatório de NiTi?

R: Antes de mais nada, o termo "instrumentação rotatória de NiTi" é um termo consagrado pelo uso internacional ("Rotary NiTi File"). Para se evitar a fratura da lima, o recomendável é utilizar a técnica Free Tip Preparation onde a ponta do instrumento fica livre, sem perigo de torção. Antes do uso das limas rotatórias com ponta #15, #20, faz-se um preparo prévio com limas manuais #10, #15, #20, #25, para definitivamente eliminar o problema de fratura. Outro detalhe importante é a fadiga do instrumento provocada pelo excesso de seu uso em clínica.

40. Como remover com eficiência o coto pulpar vital (Vital pulp Stump) em canais muito curvos e finos sem provocar degrau nem obstrução do término do canal radicular?

R: Usar lubrificante e NaOCl 5,25% durante a penetração da lima teste (lima #10 tipo K de aço inox). O bloqueio apical em casos de dentes com vitalidade, quase sempre é causado pela compactação do coto pulpar na constritura apical, muitas vezes associada com polpa enovelada, fenômeno bastante comum na clínica. É recomendável nestes casos usar RC Prep ou Glicerina antes da exploração que neste caso pode ser com lima #08 manual.

41. Alguns canais apresentam calcificações no terço apical, dificultando as manobras de patência foraminal. Como resolver o problema?

R: Geralmente o terço apical não apresenta calcificação porque o caminho da mineralização patológica ou fisiológica é de cervical para apical, no qual a polpa pode morrer antes do processo atingir o terço médio do canal. É muito comum o bloqueio causado pelo coto pulpar, provocado pelo tamanho muito largo da lima inicial exploradora ou pela falta de uso de irrigação e lubrificante. É muito importante a exploração dos canais finos e curvos com limas #08, #10, #15 , sempre com recapitulação.

42. Como usar crown down sem obstrução do terço apical?

R: A técnica crown down é usada somente após a penetração de lima #15 ou número maior até o comprimento de trabalho e a confirmação da total extirpação da polpa para evitar o bloqueio do término do canal. Após o pré alargamento usa-se limas #15, #20, #25, #30, em movimentos de Step back com incrementos de 1 milímetro e depois penetra-se com limas #10 ou #15 até a patência foraminal.

43. Por que remover a polpa antes da modelagem?

R: A remoção da polpa viva antes da modelagem é importante para evitar o bloqueio do término do canal pela compactação indesejável de restos pulpares. É importante aplicar lubrificante antes do inicio da instrumentação, sendo que a instrumentação crown down somente é iniciada após a penetração da lima #15 manual no comprimento de trabalho evitando o bloqueio apical.

44. Qual a vantagem de se usar agitação ultrasônica?

R: A agitação de substância irrigadora aumenta a velocidade de digestão do tecido pulpar.

45. Após a limpeza e modelagem, eu tenho dificuldade de introduzir o cone de papel para secagem até o comprimento de trabalho devido à presença de detritos. Como evitar?

R: Irrigação com EDTA e penetração da lima de patência antes da secagem remove o excesso de detritos.

46. O que é técnica crown down?

R: A técnica crown down refere-se à modelagem no sentido coronário para apical.

47. Qual o objetivo do teste do Frio?

R: Localiza melhor a dor de origem pulpar.

48. Qual o objetivo do teste de calor?

R: Para verificar o estado da inflamação pulpar.

49. Qual objetivo do teste do anestésico?

R: É mais indicado para localização de dor da maxila ou mandíbula.

50. Qual o objetivo do teste de percussão?

R: Estimular fibras do ligamento periodontal. Se houver estímulo à percussão vertical, indica problema na região apical, e se houver estímulo à percussão lateral, indica problema periodontal.

51. Qual o objetivo do teste de palpação?

R: Indica presença de Tumefação/ Edema/ Abscesso.

52. Qual o valor de história médica de doença cardíaca?

R: É significante para dor referida do lado esquerdo da mandíbula indicando possível infarto do miorcárdio.

53. Qual o melhor caminho para diagnóstico de dor de origem dental?

R: É um exame seqüenciado e a aplicação dos testes.

54. Qual a razão para a calcificação pulpar fisiológica?

R: A razão principal é a idade.

55. Qual o cuidado observado ao usar teste elétrico?

R: Não pode ser utilizado em pacientes portadores de marca passo.

56. Teste de cavidade: quando usar?

R: É aplicado somente quando os outros testes são inconclusivos.

57. Como agir com pacientes com febre reumática?

R: Devem ser pré-medicados com antibióticos.

58. Pacientes com infecção por HIV, incluindo AIDS...

R: Apresentam menos riscos com tratamento endodôntico do que com extração.

59. Paciantes grávidas nos três primeiros meses...

R: Devem ter o uso de radiografias adiado até o segundo trimestre.

60. Como diferenciar reabsorção interna e externa?

R: A reabsorção interna é contígua com o canal, e a externa é sobreposta, na radiografia.

61. Perfurações de canal e da furca...

R: Apresentam ótimos resultados quando selados com MTA.

62. O prognóstico fica comprometido...

R: Quando não se obtém a patência foraminal, ou dente com mobilidade grau 3 e perda de suporte ósseo.

63. Uma polpa saudável reage a uma injúria...

R: Formando dentina reparadora na área correspondente à irritação. Quando a polpa sofre injúria responde com inflamação, mas a persistência da irritação leva à necrose porque a polpa não tem boa capacidade de reparação quando gravemente danificada, por ela não ter suprimento sangüíneo colateral e estar confinada em um ambiente desfavorável dentro de paredes inextensíveis.

64. A terapia de canal radicular em sessão única...

R: É um procedimento aceitável e bem sucedido, tanto para dentes com polpa viva como para dentes com polpa necrosada, com ou sem lesão periradicular. Deve-se lembrar que o tratamento em sessão única é uma conseqüência e não um objetivo.

65. Quando realizar ou indicar um retratamento cirúrgico?

R: Quando houver uma área de rarefação persistente no ápice de um dente retratado.

66. Qual o antibiótico recomendado pela American Heart Association?

R: Amoxicilina.

67. Qual o melhor processo para esterilizar cones de guta percha?

R: Solução de NaOCL à 5,25% durante 1minuto.

68. Molares superiores devem ser considerados...

R: Como tendo 2 canais na raiz MV.

69. Quais os objetivos da irrigação com NaOCl à 5,25%?

R: Debridamento, dissolução dos tecidos e eliminação de microorganismos.

70. Qual a diferença entre emergência e urgência?

Na prática não há nenhuma diferença, mas é preferível usar emergência porque é um termo consagrado pelo uso.

71. Qual a melhor conduta clínica para atendimento de emergência?

R: Na clínica há basicamente 2 tipos de emergências: pulpite e abscesso periapical. Na pulpite faz-se a pulpectomia e, se houver tempo, conclui-se o tratamento endodôntico. No abscesso faz-se drenagem e deixa-se o dente aberto. Se o profissional tiver tempo, e o canal secar após a limpeza, modelagem e drenagem do abscesso via canal e via mucosa (fístula artificial), o canal pode ser obturado sem nenhum problema.

72. Existe problema em deixar o dente aberto em casos de abscesso periapical com tumefação?

R: Não há problema algum se o perídodo de espera for curto, por volta de uma semana no máximo, porque na sessão seguinte após o retorno da normalidade clínica, executa-se a limpeza, modelagem, obturação tridimensional e selamento cavitário permanente. A experiência clínica baseada em evidências nos ensina: se após a drenagem houve tempo de instrumentar o canal completamente, é recomendável o selamento cavitário. Por outro lado, se após a drenagem, o PQM não foi realizado, recomenda-se deixar o canal aberto por um curto período para se evitar o acúmulo de pús, uma vez que a causa do abcesso (infecção) permanece no canal. Conclusão: drenou, não limpou nem preparou, dente aberto; drenou, limpou e preparou, dente fechado. Quanto ao uso de antibiótico eu acho um assunto polêmico. É recomendável nos casos de expressa indicação médica. Fora esta situação, muito especial, evita-se a sua prescrição.

73. Para o que serve o flúor?

O flúor é uma substância que auxilia na proteção do dente basicamente de duas formas.

a) Sistemicamente, durante a formação do dente, ou seja, o flúor nesses casos precisa ser ingerido durante a infância. b) Localmente. Nesse caso, o flúor atua de forma tópica, diretamente sobre o dente como nos bochechos com soluções fluoretadas.

74. De que modo as bactérias se mantém vivas em nosso corpo?

Na boca existem diversas espécies de microorganismos, incluindo bactérias. Esses microorganismos estão presentes mesmo sem causar doença, sendo considerado isso normal. Porém, podem causar doença se encontrarem condições favoráveis para isso, como por exemplo, má higienização. Todos esses microorganismos sobrevivem graças à nossa alimentação. Restos alimentares estão presentes, mesmo de forma já degradada (não conseguimos ver).

75. Como as bactérias provocam as cáries?

Quando existe má higienização as bactérias se organizam sobre a superfície dental e formam o biofilme, também conhecido como placa dental. Nessa placa, as bactérias produzem substâncias tóxicas que agridem o dente, causando a cárie.

76. O que devemos fazer para mantermos os nossos dentes saudáveis?

Para se manter os dentes saudáveis, basta evitar a formação da placa dental através da higiene bucal (escovar os dentes e língua e passar o fio ou fita dental) após as refeições.

77. Como deve ser a escovação correta?

Existem várias técnicas de escovação. Porém a mais difundida é a escovação com movimentos circulares, com a escova angulada em 45° e que pega todas as superfícies dos dentes, iniciando-se pelos dentes do fundo de um lado, passando pela frente e terminando nos dentes do fundo do outro lado. A escova deve ter tamanho e cerdas (macia, média ou dura) adequados para cada pessoa. Consulte seu dentista para saber qual técnica e escova ideais para você.

78. É necessário escovar a língua?

Sim. A escovação da língua é muito importante para a manutenção da higiene bucal. Existem escovas de língua específicas que podem ser encontradas em farmácias a preços bem acessíveis.

79. Como devemos usar o fio dental?

O fio dental deve ser passado em todos os espaços entre os dentes, devendo envolver (abraçar) o dente de trás e depois o dente da frente. Idealmente, deve-se abraçar 2 vezes o dente de trás e 2 vezes o dente da frente, totalizando 4 vezes em cada espaço.

8. Deixe aqui um recado seu como dentista, para os jovens.

Cuidem muito bem de sua saúde bucal através da escovação dos dentes e língua e do uso do fio dental. Além disso, consultem periodicamente um dentista.


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